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Primeira vez em Marrocos? 10 coisas que precisa saber

Marrocos já não é novidade para nós, mas é a primeira vez do pequeno viajante, e queremos que tudo corra sem muitos imprevistos. E, já que os imprevistos existem sempre, que sejam agradáveis.

Se fossemos a Marrocos pela primeira vez, o que gostaríamos de saber de antemão?

1- Começa logo na saída do aeroporto/ferry. Vai precisar de apanhar um táxi?

Negociar o preço do percurso. Mas acima de tudo deixar bem claro ao taxista que não pode parar mais vezes para apanhar outros passageiros no caminho. Tenha a certeza que ele percebeu.

O que pode acontecer é,  sentar no táxi 2 pessoas e, no fim da viagem, a porta do hotel saem 5 pessoas, o taxista, uma galinha, 8 malas de viagem e outros tantos sacos de plástico cheios de coisas.

O preço é o mesmo. E o conforto dá para imaginar.

2- Vai alugar carro? auto-caravana?

Respeitar 150% as regras de limite de velocidade nas estradas.

No meio do “deserto”, salta um policia detrás de uma duna com uma pistola de velocidade e, por 3km/h excedidos, eles já multam. Não há tolerância.

E paga na hora.

3- Regatear é uma arte.

Para quem não gosta, tem vergonha ou não tem paciência, tenha em mente sempre: é um hábito cultural. Respire fundo e pense que não quer fazer uma compra com o sentimento de ter sido roubado.

Os marroquinos perseguem os turistas na rua da sua lojinha, perguntam de onde são, e nem que fossem do Alasca, eles iam encontrar um motivo qualquer para fazer conversa e tentarem levar as pessoas a sua loja.

Já na loja, é melhor não olhar mais de 1 segundo para um objecto. Olharam 3 segundos?? já foram! Vão ser vencidos pelo cansaço, porque eles têm uma vida inteira de prática nesta arte e nós não temos a mínima hipótese.

É cansativo para quem não gosta.

Nós antigamente não gostávamos nada, mas hoje em dia adoramos. É como um jogo. Um começa com um valor exorbitante e o outro oferece um valor irrisório, e ficamos nisto até se achar um valor pacificador de empate. E ficamos amigos.

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4- Parquímetros humanos.

Qualquer 10m quadrados de terra batida, tem um marroquino com um colete reflector amarelo, que diz sempre trabalhar para o governo, cujo trabalho é cuidar dos carros dos outros.

Por 10 MAD cuidam do nosso, todo dia. Cerca de 0,95€.

5- O chá de menta.

O chá marroquino é maravilhoso. E doce. Mas se achar que não está suficientemente doce e quiser açúcar, é isto que vai receber: uma pirâmide de açúcar para raspar a quantidade que quiser.

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6- As fotografias pagam-se.

O homem com as cobras enroladas no pescoço? um outro, vende uma pilha de dentes humanos (ou não)? Um lagarto gigante? um macaco engraçado? Se eles virem uma máquina fotográfica na mão do turista, vão pedir dinheiro. E o montante vai depender do nosso aspecto no momento.

Se optar por dizer que não quer tirar fotografias, prepare-se para ser perseguido vários km até aceitar pegar na cobra fedorenta. Mais vale pagar, acredite.

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7- Talhos a céu aberto.

Num lugar onde o calor é asfixiante no verão, onde, as senhoras circulam com vestidos até aos pés, mangas compridas e lenços da cabeça ao pescoço e nos parecem muito inadequadas ao ambiente, mas estão só no seu envolvidas no seu lar.

O talho está, tal como as pessoas locais, em total harmonia com a cultura e religião.

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8- Alegria de criança.

Ao passar por localidades pequenas ou mesmo a beira das estradas poeirentas, há imensas crianças que estão ali horas a fio. Parecem fazer parte da paisagem.

Mas ao ver passar os carros e, especialmente as auto-caravanas, começam a sair de todo lado e a correr de encontro aos turistas. Vale a pena levar uns sacos de rebuçados ou lápis de colorir, são pequenas coisas que não têm e, garantimos, enche o coração vê-las tão felizes.

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 9- Postal turístico.

Há lugares maravilhosos em Marrocos. Mas a maioria das cidades e, principalmente, aldeias, são pobres.

Não espere ruas limpas e arranjadas, tipo postal turístico.

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10- Dissemos que precisa saber 10 coisas? Ups…

As cabras comem em grupo todas ao mesmo tempo penduradas nos ramos das árvores.

Em algumas localidades piscatórias, as pessoas vivem em cavernas com porta.

Precisa passaporte. Para quem vai do Algarve, se fizesse directo, em 6 horas estava em Marrocos. Mas, estamos a mudar de continente, precisa de passaporte e Visto na chegada.

Os camelos cheiram mal e é horrível andar montado neles.

Abasteça sempre com gasolina/gasóleo da melhor qualidade que o posto tiver. A mais barata, não se sabe do que é feita.

Não há bebidas alcoólicas a venda em restaurantes, etc, fora das zonas turísticas. Como em qualquer país muçulmano.

A melhor comida é a vendida na beira da estrada. As senhoras começam a fazer os tajines de manhã cedo e por volta do meio dia ainda borbulham. A carne desfaz e o sabor é incrível.

Salam Aleikum, é o nosso “Fica com Deus” e serve de cumprimento á chegada. Alem come Salam, “Deus te acompanhe”, é a resposta. E já recebem um sorriso.

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Bons passeios

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