Contos de Viagem

Nas viagens perde-se tudo, mais um par de botas!

Quem nunca perdeu alguma coisa em viagem, que atire a primeira pedra!

Nós somos especialistas em perder e achar. Porque será que isto nos acontece tanto nas viagens? No dia-a-dia, orgulhosamente dizemos que nunca perdemos nada, mas vêm as férias e esta estatística sofre uma viragem.

Não somos do género de andar com 1001 cuidados com os nossos pertences, as férias são para relaxar. Mas também não abandonamos tudo, por qualquer sítio.

No Número 1 “Perdidos e Achados” está a máquina fotográfica que caiu ao mar, num meio de uma maré a encher com uma fortíssima corrente, numa praia em Bali. Faltava 2 dias para regressarmos. Depois de 1 mês em vários países. Sim… todas as fotos estavam lá. Procurámos minutos intermináveis por ela. Já não sabíamos com certeza onde teria caído. Olhávamos á volta e víamos centenas de pessoas, centenas de pranchas de surf, tudo a ser arrastado pela corrente. O mar estava turvo. Ou seriam os nossos olhos cheios de lágrimas? A mãe Duarte desistiu e sentou-se na areia em choque, com 1 tonelada de peso de culpa em cima das costas: “Porque raio não descarregamos o cartão da máquina todos os dias?!”

O pai Duarte ficou por ali a mergulhar. Minutos depois, que pareceram uma eternidade: “Acheiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!”. Ainda hoje não acreditamos que achámos a máquina fotográfica nestas condições.

Lições: acreditar sempre que é possível e descarregar o cartão da máquina de vez em quando durante as férias.

No Número 1 “Perdidos e nunca achados” temos o carrinho de passeio do pequeno viajante. Antes de termos filhos, achávamos incrível o número de carrinhos de bebé que ficam esquecidos nos aeroportos (são muitos mesmo). Como é que alguém que tem um bebé de muitos quilos ao colo, se esquece do carrinho? É não é?

Pois bem, é assim: Chegámos a Kuala Lumpur e vamos recolher a bagagem. Colocamos as malas num carro de bagagem do aeroporto. Vamos ao multibanco. Um fica na fila do multibanco e o outro tem de perseguir o Andrézinho terminal a fora, porque depois de horas sem fim fechado num avião, ele precisa correr.

Reencontramos na fila do táxi. O pequeno viajante quer ir no carro de bagagem em cima das malas. O taxista ajuda a colocar a malas no táxi. Andamos 01h30 até ao centro da cidade. Descarregamos o táxi e falta a chave do apartamento: “Põe o miúdo no carrinho é mais fácil”, “Onde está o carrinho?”… Pronto foi assim.

Aeroporto Langkawi

Ainda ligámos para o Aeroporto, mas não sabemos se o carrinho ficou na zona de bagagem ou fora, algures perto do multibanco… Nunca foi encontrado. Tivemos de comprar outro na primeira loja que encontrámos, no dia seguinte.

Lições: levar sempre um carrinho barato para as férias e fazer sempre uma contagem das peças a transportar.

Só não acontece a quem não viaja!

Bons passeios

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