No avião

Birras – como evitar em viagens de avião

birras

Para quem vai viajar pela primeira vez de avião com um bebé ou uma criança pequena, existem duas grandes preocupações: a alimentação e as birras.
A primeira, já tem sido assunto várias vezes aqui no vosso blog de viagens com crianças, talvez porque era também a nossa maior preocupação, antes de colocar o pequeno viajante com 6 meses num voo de 7 horas.
Agora, a dois anos e meio de distância, e com o André já numa fase completamente diferente, reparamos que a alimentação foi mais fácil do que mantê-lo bem-disposto num local com pouca mobilidade e estímulos.
Até aos 2 anos as crianças viajam no colo, com um cinto extra que fica preso ao cinto do adulto. Não é obrigatório 100% do tempo, exceto para a descolagem, turbulência e aterragem, mas é mais seguro. Os pais podem, também, comprar um lugar para colocar a criança e deixarem o colo livre o resto do tempo.

cinto de segurança avião
Cinto de segurança para bebé

No fim de algum tempo as crianças (se não estiverem a dormir) já estão fartos do colo, querem estar de pé, puxar os cabelos do vizinho da frente, querem mudar de posição a cada 5 segundos e rapidamente começam a fazer birra. No fundo estão entediados e precisam de ação. A TV pode resultar, mas não é garantido para bebés pequenos, ou o avião pode não ter entretenimento.

Começa a birra.

Entre gritos e espernear furioso, os pais que devem manter-se calmos ficam numa posição desconfortável: não têm para onde fugir. Não querem incomodar os outros passageiros que vão a descansar ou a ler. Parece que o choro é ampliado 5 vezes nas paredes do avião. Socorro!!!!

Antes de qualquer coisa: o choro incomoda mais a nós do que aos outros, lembrem-se sempre disso. Ignorem olhares e comentários que não sejam apenas para ajudar. Não pensem nos outros, mas sim em vocês. Nunca mais vão ver essas pessoas na vida. Respirem fundo.

O que fazer?

– Se o sinal de cintos apertados não estiver ligado, levantar. Levar a criança a circular uns poucos metros para que mude o foco de atenção.

– Verificar se está confortável. Em voos longos, a temperatura desce muito e os níveis de humidade no ar também, levando a que a garganta e nariz fiquem muito secos. Dar um bocadinho de chá de camomila morno, faz milagres.
Em voos curtos, com os fornos da comida todos ligados e com os passageiros a fechar as saídas de ar com medo que entre frio, o ambiente fica muito quente. Bebés de fralda ficam logo suados.

– Levar o bebé ao WC conta como atividade. Há rampa de mudar fraldas, só é necessário o tapete/resguardo. Mesmo que a fralda só tenha 1 xixi, entre tirar a roupa, colocar uma fralda limpa, passar uma compressa na cara e mudar a “paisagem”, já a criança fica com outra disposição.

– Levar algum entretenimento consigo. Há companhias aéreas regulares que oferecem, mas é melhor levar algum.

entretenimento infantil no avião
TAP e Turkish Airlines

– Garantir que os ouvidos não estão a incomodar: chuchar, mamar, beber biberon e comer, alivia.

– Fazer cócegas a contar costelas. Rir alivia a tensão. Rir é o melhor remédio, para tudo e para nada, no caso das birras. Rir alivia o stress, liberta endorfinas e é um analgésico natural. É grátis!

– Fazer tudo o que fazemos em casa: cantar, contar uma história, “dar conversa”, tudo o que sabemos que os distrai.

As birras nos aviões são quase sempre de tédio, já que dormir fica facilitado pelo abanar do avião e todas as outras necessidades fisiológicas vão sendo prontamente atendidas.

Viajar com uma criança no colo, num voo longo é muito cansativo. Mas pensem que no final está uma recompensa maravilhosa! Aproveitem.

Bons passeios!

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